Estudo de caso: Descobrindo Inteligências Múltiplas

A importância do ambiente extra-classe na aquisição de língua inglesa como língua estrangeira.

Avaliação – Inteligências Múltiplas

Identificando as inteligências entre alunos

Profª. Daniele Krauz

Introdução  

         Este trabalho apresenta um questionário produzido a partir de estudos de várias ferramentas de identificação das habilidades pessoais conforme teoria das Inteligências Múltiplas.

Primeiramente o questionário foi direcionado aos pais de alunos de idades variadas dentro do curso de língua inglesa como língua estrangeira do instituto Essencial Ciências e Artes, alunos da professora pesquisadora. Porém surgiu a curiosidade de verificar até que ponto as respostas dos alunos para as mesmas questões refletiriam as observações dos pais, então o mesmo questionário foi aplicado aos alunos mesmo quando os pais não o responderam.

A produção deste questionário surgiu durante o andamento normal das pesquisas e produção de material dentro das linhas Múltiplas Inteligências-Interdisciplinar que norteiam o processo pedagógico daquele instituto e a aplicação dos projetos educacionais da pesquisadora. Este material visa analisar as vantagens deste questionário e abrir espaço para contribuições particulares de demais educadores conforme suas experiências pessoais e necessidades. A funcionalidade desta ferramenta pretende nortear os primeiros passos para a construção de currículos, mesmo que de breve duração, para o melhor aproveitamento das habilidades particulares dos estudantes e economia de tempo e esforços para chegar a objetivos comuns ou mesmo expandir temas de forma mais operacional.

Eu conheço meu filho? 

A primeira questão colocada aos pais é se eles realmente conhecem seus filhos, até que ponto eles identificam os gostos e habilidades de seus filhos. Como são as pessoas que passam a maior parte do tempo em convivência direta com seus filhos espera-se que haja uma interação suficiente para reconhecer habilidades, gostos e preferências.

Como os professores são treinados para observarem têm mais facilidade em identificarem dificuldades e habilidades entre seus alunos ao desenvolverem atividades diárias. Porém os pais costumam encontrar dificuldades em falar sobre seus filhos. Este questionário pretende dar algumas referências a atitudes que demonstram padrões de raciocínio e tendências quanto à forma de apreensão do mundo ao redor. Como este questionário tem a função específica de dar subsídios iniciais para a construção de um trabalho mais aprofundado não deve ser tomado como definitivo. É extremamente importante que os pais não peçam a opinião de seu filho para responder este questionário.

Depois de respondido pais e filhos podem comentá-lo, mas não antes, pode-se ainda promover um encontro entre pais e professores para uma discussão baseada nas informações obtidas e para um esclarecimento da utilidade dessas informações. É mais interessante que os pais respondam juntos e se houver divergências mencionem as duas opiniões. É importante que as respostas sejam as mais detalhadas possíveis. Este questionário tem por finalidade reconhecer as habilidades que os filhos demonstram em situações cotidianas. As questões são todas abertas para que possam ser acrescentados quaisquer detalhes, mesmo que pareçam simples.

Para quê questionar? 

Este questionário dará aos professores que normalmente trabalham com turmas grandes algumas vantagens fundamentais para programação de seus trabalhos dentro e fora de classe.

Visão dos alunos X  Visão dos pais

Curiosamente uma boa parte dos pais responde os questionários de forma totalmente sucinta ou nem mesmo ‘encontra tempo’ para respondê-lo. Entre os questionários respondidos na maioria das vezes apenas as mães respondem. De maneira geral costumam haver diferenças interessantes nas respostas de pais e filhos.

Quanto às respostas providas pelos próprios alunos se conclui o quanto eles se conhecem. Alguns encontram dificuldades na interpretação das questões e precisam de esclarecimentos durante as respostas. Outros compreendem as questões, mas demonstram dificuldades em dar respostas objetivas ou em ser explícitos. Este também já é o início da avaliação das habilidades dos alunos, observando-se em que exatamente eles encontram facilidade ou dificuldade já se identificam certos graus de habilidades lingüísticas ou interpessoais. Ao analisar as respostas e a maneira como se expressam os estudantes os professores também podem ter uma melhor visão de quem poderia ser um bom companheiro de trabalho para atividades específicas em que aparecem dificuldades.

Como os questionários não são anônimos os professores têm total controle dos resultados. Desta forma pode-se desenhar uma organização prática mais dirigida em que os professores saibam que tipo de atividade designar para cada indivíduo. Com as respostas pode-se dividir os estudantes em grupos de trabalho hora homogêneos, hora heterogêneos, dependendo do que pretende-se enfatizar se a consecução do trabalho ou a estimulação de inteligências variadas. Da mesma maneira já se prevê a possibilidade de engajamento dos pais nas atividades de seus filhos e se antecipa para quem é útil ou não mandar atividades participativas para a família. Através das respostas dadas pelos pais também se tem uma idéia do tipo de raciocínio usado por eles para avaliar as capacidades dos filhos. Destas informações se pode aproveitar ocasiões para evidenciar habilidades no estudante até então despercebidas pela família. 

O questionário         

Agora apresentamos um estudo detalhado das questões propostas. São usadas as respostas dadas por uma estudante de 16 anos, bolsista do curso de língua inglesa como língua estrangeira no instituto Essencial Ciências e Artes, aluna da professora pesquisadora. O questionário foi respondido primeiramente pela mãe da estudante, em seguida construiu-se um quadro comparativo contendo os resultados de ambos os questionários.

Como as respostas são abertas as possibilidades de interpretação também não são finais, sendo que em conjunto com a análise do comportamento do estudante em classe e sua maneira de desenvolver cada atividade vão desenhando aos poucos quadros mais complexos das habilidades de cada um.

Não se pode esquecer também que as habilidades vão se modificando conforme o estudante é estimulado a participar de diferentes atividades, portanto é útil refazer a presente análise ao longo do período de aprendizado. Existem ainda outras ferramentas de obsertvaçao das habilidades pessoais que podem ser usados em conjunto e sucessivamente para obter resultados sempre mais precisos.

  1. Habilidades interpessoais.

1.1.                    Como seu filho se comporta entre outras pessoas?

(mais velhas, mais novas, de mesma idade, familiares, estranhos).

Eu me comporto igualmente com todas as pessoas, mas é claro que com meus amigos de mesma idade eu tenho mais intimidade.

A mãe comentou que ela trata todos da mesma maneira sem fazer distinções e é sempre muito simpática.

1.2.                    Como se comporta em relação as suas amizades?

(muitos amigos, tímido, reservado, líder, etc.).

Tenho muitos amigos, pois eu dou atenção a todos e sou divertida.

 

A mãe salienta que ela é alegre e por isso todos gostam dela.

1.3.                    Como costuma fazer trabalhos escolares?

(realmente faz em grupo, prefere sozinho, organizado, distraído, etc.).

Sempre faço em grupos e sempre organizado, mas algumas vezes, é em grupo, mas acabo fazendo sozinha, pois os componentes do grupo não ajudam.

1.4.                    Como costuma fazer tarefas escolares?

(sempre/nunca pede ajuda, pede opinião).

Quando eu não entendo, eu peço opinião para quem sabe, mas se eu souber faço sozinha eu procuro ajudar quem não entende.

Como todas as respostas indicam facilidade no contato com outras pessoas e salientam seu gosto por estar entre outras pessoas marcamos quatro pontos positivos neste item. É interessante observar seu comentário no item 1.3., de que faz os trabalhos sozinha quando o grupo não ajuda, o que indica um ponto na habilidade intrapessoal.

  1. Habilidades lógicas.

2.1.                    Consegue seguir explicações?

Sim, só quando é bem complicado, eu tenho que pedir outra explicação.

2.2.                    Consegue dar recados exatos?

Na maioria das vezes sim, só que muitas vezes eu acabo esquecendo de dar o recado.

2.3.                    Consegue perceber detalhes e diferenças entre coisas e em pessoas?

Se o detalhe ou diferença for visível sim, mas preciso prestar atenção para notar.

Aqui se observa uma associação à habilidade visual, porém como deficiência dessa habilidade, as diferenças físicas são tratadas apenas de forma visual não as relacionando a sistemas ou significações.

2.4.                    Pergunta como e porque as coisas são como são?

Sim, só que na maioria das vezes eu faço esse tipo de pergunta a mim mesma ou a pessoas mais velhas, como meus pais.

Observa-se nesta resposta também uma referência à habilidade intrapessoal ao mencionar a si mesma como primeira fonte de raciocínio filosófico.

2.5.                    Faz muitas perguntas sobre coisas novas?

Sim, só que eu pergunto mais aos professores, colegas e pessoas mais entendidas.

Esta resposta demonstra não apenas uma boa exploração lógica, mas também reforça suas capacidades de discernimento interpessoal.

2.6.                    Gosta ou tem facilidade com números?

Sim, eu adoro matemática e física, mas algumas vezes eu entendo principalmente matemática.

2.7.                    Faz conexões entre assuntos ou fatos?

Depende, se eu dominar o assunto ou fato eu faço conexões.

Aqui já aparece outra deficiência na habilidade lógica ao não usar as conexões como forma de assimilação e sim apenas como forma de memorização.

2.8.                    Faz suposições a respeito de como ou porque as coisas são feitas ou acontecem?

Sim, quando eu estou falando ou contando alguma coisa eu faço suposições e dou exemplos sobre o assunto.

Nesta resposta se observa o uso da lógica para organizar explicações, mas não para adquirir conhecimento.

Observa-se um tratamento da habilidade lógica de forma mais linear e não espontânea, não se faz referência à exploração dessa habilidade como forma de agregar conhecimento. No entanto reforça-se a habilidade interpessoal como forma mais freqüente de assimilação e fonte de conhecimentos. A partir disso se infere que a estudante usa habilidades diferentes para aprender e para se expressar. Sendo assim o uso do raciocínio lógico como fonte primaria de aquisição de conhecimento não seria a melhor escolha, no entanto pode-se aproveitar sua sensibilidade interpessoal de maneira enriquecedora para um grupo em que ela poderia atuar como mediadora entre o educador, fonte, e o grupo em discussões.

Neste ponto a análise das respostas demonstra sua amplitude, para este item foram detectados três pontos negativos, porém foram acrescentados mais pontos positivos para o item anterior. Da mesma forma se prevê um ponto negativo para a habilidade visual.

  1. Habilidades lingüísticas.

3.1.                    Tem facilidade para contar ou inventar estórias?

Para contar histórias sim, pois sempre que eu leio um livro eu conto para meus colegas ou para minha irmã a história sem esquecer de nada, mas para inventar eu não tenho muita facilidade, mas algumas vezes eu já inventei algumas histórias.

 

Esta resposta trata da dificuldade criativa da estudante o que pode ser explicado por um lado por sua falta de contato com atividades artísticas e por outro por sua idade em que ainda se verifica a atenção demasiada às leis que regem a produção abrindo pouco espaço para a imaginação e criação livres.

A observação do comportamento da estudante em outras atividades em classe envolvendo habilidades visuais e criativas em comunicação reforçou a constatação de sua timidez para a inventividade e exploração de elementos.

3.2.                    Como usa as palavras na fala e na escrita?

(comete muitos erros, faz bons textos, repete muito, confuso, etc.).

Não cometo muitos erros, mas meus textos tem que melhorar, pois as vezes fico muito confusa ou repito as palavras muitas vezes.

3.3.                    Gosta de falar e tem facilidade para se expressar?

Gosto de falar, mas quando tenho que falar em público, tremo um monte e as vezes gaguejo e falo muito rápido.

É bom observar que mesmo tendo uma boa habilidade interpessoal suas habilidades de falar em público também dependem da lingüística.

3.4.                    Qual seu tipo de leitura? Tem facilidade para entender texto escrito?

Adoro romance, mas eu gosto muito de ler e qualquer livro me agrada mais o que eu mais gosto é romance. Sim, tenho facilidade para explicar e contar o que li e entender.

Boa capacidade e gosto por leitura não indicam facilidade para escrita ou fala. Muitas vezes a leitura é associada mais às habilidades de criar imagens mentais, sem necessariamente interessar-se pelos signos escritos ou pelo estilo do escritor.

3.5.                    Consegue explicar algo que leu?

Sim, sempre explico e conto a história do livro para minhas amigas, meus pais e minha irmã.

 

Esta habilidade está também ligada a sua habilidade interpessoal.

3.6.                    Escreve por conta própria?(diário, cartas, poesia, cópias, etc.).

Há uns anos atrás eu escrevia todo mês cartas para o meu irmão, agora nós nos comunicamos através do celular. Mas eu adoro copiar mensagens, eu tenho uma pasta cheia de mensagens que eu copiei.

Suas habilidades em compreensão de texto, gosto por leitura e fala ultrapassam suas habilidades para escrita, neste caso confirma-se a ligação da leitura com a formação de imagens mentais. Suas habilidades de expressão para grupos pequenos poderia ser utilizada na escrita de peças teatrais ou mesmo a encenação. O teatro e a poesia poderiam ser usados para atrair sua atenção para o valor da palavra, sua colocação nas sentenças e seu som além do valor do significado global.

  1. Habilidades intrapessoais.

4.1.                    Consegue expressar suas idéias e opiniões com clareza?

Algumas vezes sim.

Nesta resposta faltam informações para definir se sua dificuldade está na expressão em si ou no autoconhecimento, porém a próxima resposta esclarece um pouco, permanece o ponto negativo aqui.

4.2.                    Tem gostos bem definidos ou é indeciso?

Sim, meus gostos são definidos, mas tem alguns que fica difícil escolher só um, pois são vários.

 

Esta contradição pode ser avaliada com um ponto positivo e um negativo. A importância desta resposta está em descobrir se em suas atividades de aprendizado ela seria capaz de avaliar se seu trabalho está sendo efetivo ou não. Da mesma forma ela teria que conseguir definir que tipo de atividades realmente lhe agradam pela utilidade, essa amplitude de opções mencionada também pode surgir no momento de escolher as atividades mais importantes para seu desenvolvimento, ser agradável nem sempre significa ser funcional.

4.3.                    Tem opiniões definidas e consegue explicar o porquê?

Sim, minhas opiniões são bem definidas e consigo explicar o porquê da minha opinião.

4.4.                    É fácil fazê-lo mudar de idéia? Como se comporta quanto á mudanças de idéia?

Depende, um exemplo é que se eu tenho escolhido um curso para mim prestar vestibular e alguém que já fez e sabe como é me falar que não é bom e me convencer que eu não vou gostar eu mudo de idéia, se não não.

Sua mãe afirmou que é difícil fazê-la mudar de idéia. Esta resposta também remete ao raciocínio lógico.

4.5.                    Raciocina antes de dar alguma opinião ou resposta?

Na maioria das vezes sim.

4.6.                    Resolve seus problemas sozinho ou precisa de ajuda?

Na maioria das vezes resolvo sozinha, mas se eu vejo que eu não consigo eu peço ajuda.

4.7.                    Prefere ou consegue brincar e trabalhar sozinho?

Depende, se eu ver que se eu fizer sozinha irá render mais eu faço sozinha, se não eu faço com a ajuda de outras pessoas. Mas eu não gosto de fazer as coisas sozinha.

Sua capacidade de decidir entre a praticidade de uma atividade em grupo ou sozinha é bastante importante, ao trabalhar liderando um grupo pode ter facilidade em organizar as atividades conforme o comportamento de cada membro.

4.8.                    Como se sente quando precisa estar em grupo? (festas, trabalhos,times)

Eu fico feliz. Pois eu não gosto de ir em festas, ou apresentar trabalho ou sair sozinha.

 

Neste item seu ponto negativo está na possibilidade de variar em demasia suas opções e de ter certa necessidade em trabalhar em grupo. Porém esses pontos não configuram um problema para as atividades de aprendizado uma vez que sua capacidade de decisão parece totalmente firme.

  1. Habilidades musicais.

5.1.                    Gosta de música? De que tipo?

Adoro músicas. Quase todos os tipos, só não gosto de funk, batidão e rap, essas músicas loucas.

Para a aquisição de língua estrangeira este ponto é de suma importância, pois a música abrange facilidades de memorização, pronúncia e compreensão de texto. Mas em todas as outras áreas ela funciona como um meio interessante. Poderia servir como estimulante da produção imaginativa em conjunto com sua capacidade de formar imagens mentais.

5.2.                    Tem facilidade em memorizar e distinguir sons?(vozes, imitar, etc.)

Sim, de memorizar e distinguir sons, só de imitar que não.

5.3.                    Gosta de cantar ou cantarolar?

Adoro cantar, vivo cantando em casa e até no colégio. Eu participei do coral Unicanto.

5.4.                    Gosta de escutar? A que tipo de assuntos dá mais atenção?

Sim, gosto de escutar. Religiosos, do mundo e etc.

5.5.                    Tem facilidade com ritmo ou instrumentos musicais?

Sim, eu faço teclado e adoro todos os instrumentos.

5.6.                    Gosta de comentar acontecimentos ou filmes, etc.?

Sim, sempre comento sobre um filme ou um acontecido.

5.7.                    Prefere discutir assuntos e escutar para aprender algo?

Eu prefiro escutar para depois discutir.

Neste item temos um resultado bastante agradável do ponto de vista de um educador. Sua habilidade auditiva pode ser amplamente usada no aprendizado de qualquer tema, reforçado pela discussão, que pode começar com o educador e ser estendido a um grupo no qual ela se responsabilize para repassar as informações e produzir novas discussões.

  1. Habilidades visuais.

6.1.                    Presta atenção em detalhes visuais? (cores, formas, tamanhos, etc.)

Sim, sempre presto atenção.

 

Aqui há uma ressalva importante, no item sobre lógica ela mencionou não prestar atenção em detalhes em pessoas e coisas a não ser que sejam chamativos. Aqui esse detalhe se compreende ao associá-lo a formas e cores.

6.2.                    Memoriza lugares, rostos, caminhos?

Rostos eu nunca esqueço, mas muitas vezes eu esqueço lugares.

Aqui se infere que sua habilidade visual se concentra em figuras, mas não em espaços, confirmada pela próxima resposta.

6.3.                    Gosta de observar mapas, diagramas, figuras?

Não gosto muito de observar mapas, mas figuras eu gosto.

6.4.                    Tem boa noção de espaços e distâncias?

Não tenho muita noção.

6.5.                    Consegue imaginar espaços ou mapas pela descrição?

Depende.

6.6.                    Consegue explicar onde ficam lugares e coisas com facilidade?

Quando eu sei bem certo eu tenho facilidade.

Esta habilidade se justifica mais por sua capacidade de expressão.

6.7.                    Consegue e gosta de desenhar, pintar ou rabiscar figuras?

Mais ou menos, eu não sou uma boa desenhista, mas eu queria ser.

Sua mãe respondeu positivamente seis questões. Nota-se que neste item sua habilidade é mais aproveitada para pequenas dimensões e figuras não dependentes de organização geométrica e sim com um conteúdo próprio significativo. Talvez encontre dificuldades em analisar mapas e diagramas por exigir mais das habilidades espaciais conectados ao visual.

  1. Habilidades sinestésicas.

7.1.                    Como ele usa o corpo? (gestos, movimentos, é desastrado, etc.)

Quando eu falo na maioria das vezes eu faço gestos com as mãos.

Sua mãe comentou que ela usa mais gesto par explicar algo do que em conversas.

7.2.                    Como se comporta em esportes ou atividades corporais?

Gosto de jogar vôlei, mas não sou muito de andar e fazer excursões.

7.3.                    Como usa as mãos? (na fala, habilidades manuais, etc.)

Sempre uso as mãos na fala.

7.4.                    Prefere atividades ao ar livre ou não?

Sim, eu adoro a natureza e gosto de atividades que estejam ligadas a natureza.

7.5.                    Prefere fazer as coisas ou ouvir e comentar?

Prefiro fazer as coisas.

Novamente suas habilidades remontam a inteligência interpessoal, o uso do corpo está mais ligado ao contato com outras pessoas e a produção. Em conjunto com sua dificuldade espacial não teria facilidade em executar atividades que exigissem controle de espaço, medidas e organização física de material.

  1. Habilidades existenciais.

8.1.                    Costuma pensar ou perguntar sobre questões religiosas?

Algumas vezes, no colégio eu sempre discuto com algumas sobre questões religiosas.

8.2.                    Costuma se interessar por questões que envolvem a sociedade como um todo ou o destino da humanidade?

Me interesso mais pelo destino da humanidade.

Novamente se reforça seu interesse pelo grupo.

  1. Habilidades naturalistas.

9.1.                    Gosta de observar e fazer descobertas sobre a natureza?

Sim, adoro observar a natureza. Eu me sinto mais feliz quando estou em contato com a natureza e me sinto mais calma e descansada.

9.2.                    Como se comporta em relação a natureza?(coleciona, estuda, seleciona, etc.)

Adoro observar a natureza, estudar tudo sobre ela.

9.3.                    Gosta de cuidar de animais em geral?

Adoro, principalmente de cachorros.

Estas duas últimas inteligências, existencialista e naturalista, ainda estão sendo estudadas. No entanto pelas respostas obtidas temos uma visão do tipo de espaço mais propício para esta estudante. Certamente ela se sentiria mais a vontade em locais amplos, bem iluminados, com plantas, pouco formais. Locais pequenos em que houvesse dificuldade de organização e locomoção seriam inquietantes.

O seguinte portfólio foi confeccionado com base nos dados obtidos acima. Trata-se de uma primeira observação das habilidades do estudante, seria interessante repetir o questionário ao menos mais duas vezes durante o ano para verificar se houveram modificações nas atitudes pesquisadas. Da mesma forma seria interessante agregar dados obtidos ao decorrer das atividades para aprofundar melhor cada inteligência e direcionar o estudante para aquelas atividades em que possa ter mais proveito conforme a intenção de cada momento, se adquirir um conhecimento específico ou se adquirir habilidade para situações futuras.

  

Portfólio

Estudante: Juliana

Inglês Básico adolescente

Início: 20 de novembro de 2006.

Novembro-2006

Análise das habilidades:

  •  Lingüísticas – gosto por leitura e cópia, mas pouca atenção à produção própria apontando especial dificuldade com uso de vocabulário.
  • Interpessoais – permeia todas as outras inteligências demonstrando grande afinidade com trabalho coletivo e bom senso de responsabilidade.
  • Musicais – a fala também se sobressai sendo que a comunicação parece ser uma necessidade.
  • Visuais – aparecem mais no campo visual artístico e menos no espacial.

Sugestão:

  • Usar as habilidades existenciais e naturalistas para organização de discussões de cunho psicológico e filosófico.
  • Publicar resenhas e críticas de livros, músicas e filmes em espaços interativos.

Referências

GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 2000.

__________. Estruturas da mente:a teoria das inteligências múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

WEIL, Pierre. Holística: uma nova visão e abordagem do real. São Paulo: Palas Athena; 1990.

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